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07/07/2015

Resenha - Novembro de 63


Olá leitores! Trago hoje pra vocês a resenha de um livro muito interessante de um dos autores mais lidos dos últimos tempos. Confiram!


Livro: Novembro de 63
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano: 2013
Páginas: 727
Skoob: 4/5

Sinopse: Novembro de 63 - A vida pode mudar num instante, e dar uma guinada extraordinária. É o que acontece com Jake Epping, um professor de inglês de uma cidade do Maine. Enquanto corrigia as redações dos seus alunos do supletivo, Jake se depara com um texto brutal e fascinante, escrito pelo faxineiro Harry Dunning. Cinquenta anos atrás, Harry sobreviveu à noite em que seu pai massacrou toda a família com uma marreta. Jake fica em choque... mas um segredo ainda mais bizarro surge quando Al, dono da lanchonete da cidade, recruta Jake para assumir a missão que se tornou sua obsessão: deter o assassinato de John Kennedy. Al mostra a Jake como isso pode ser possível: entrando por um portal na despensa da lanchonete, assim chegando ao ano de 1958, o tempo de Eisenhower e Elvis, carrões vermelhos, meias soquete e fumaça de cigarro. Após interferir no massacre da família Dunning, Jake inicia uma nova vida na calorosa cidadezinha de Jodie, no Texas. Mas todas as curvas dessa estrada levam ao solitário e problemático Lee Harvey Oswald. O curso da história está prestes a ser desviado... com consequências imprevisíveis. Em Novembro de 63, livro inédito de Stephen King, a viagem no tempo nunca foi tão plausível... e aterrorizante. 

Resenha: 2011. Jake Epping é um professor de inglês de uma pequena cidade do Maine que vive uma vida simplória e solitária depois que foi abandonado pela mulher alcoólatra não vê nada de interessante em seu futuro. Vive sua vida apenas, conforme ela se apresenta. Até que um dia, corrigindo as redações de seus alunos do curso para adultos cujo tema era “O dia que mudou a minha vida”, Jake se depara com um texto perturbador e intenso. Era a redação do faxineiro da escola, Harry Dunning. Mal escrita, porém, fascinante, a redação conta como o pai de Harry, bêbado, massacrou toda sua família a marteladas. Apesar das seqüelas, Harry sobreviveu ao ataque do pai, e carrega consigo as marcas daquele dia fatídico.

O relato do faxineiro toca profundamente a vida de Jake, que nesse mesmo momento, é procurado pelo dono de uma lanchonete de fama duvidosa, Al Templeton. Eles se encontram e Jake fica chocado com a imagem que vê do homem que estava absolutamente bem há dois dias. Al envelheceu muito e está visivelmente doente, e conta a Jake que em sua lanchonete há uma “passagem” para o passado, intitulada por ele como a “toca do coelho”. Jake a princípio não acredita na louca história do velho moribundo, mas acaba curioso e vai conhecer o lugar com seus próprios olhos.

“Ele ficou me olhando ali sentado – exausto, magro demais, mas não sem simpatia. Talvez até com piedade. Finalmente, disse bem baixinho:
- É grande, não é?
- É – respondi: - E Al... cara... eu sou pequeno.”

O que Al Templeton quer, na verdade, é um substituto para uma missão que não conseguiu completar. A princípio, o dono da lanchonete viaja no tempo somente para se aproveitar dos baixos preços praticados na época, mas depois acredita que pode “consertar” o passado, impedindo o assassinato de um dos personagens mais emblemáticos da história política americana: John Fitzgerald Kennedy.

“Ele quer que eu faça algo. Algo que ele mesmo teria feito, mas que o câncer impediu. Disse que voltou e ficou quatro anos (pelo menos achei que foi o que ele disse), mas quatro anos não foram suficientes.”

A “toca do coelho” leva sempre para um mesmo dia e horário em 1958. E cada viagem, zera o que foi feito na última. Por isso, Jake resolve salvar do massacre a família do faxineiro Harry como um teste para sua missão principal. Depois, o professor se instala na pequena e pacata cidade de Jodie, Texas. Lá se transforma no também professor George Amberrson, onde constrói uma vida simples, faz boas amizades e encontra um grande amor, enquanto investiga minuciosamente a vida daquele que foi considerado pela maioria o atirador que matou Kennedy, Lee Harvey Oswald. Jake precisa ter certeza da culpa de Lee para poder agir com a consciência tranqüila, e com ajuda de um relatório completo feito por Al Templeton durante o tempo que esteve no passado, ele junta todas as pontas dessa história cheia de Teorias da Conspiração que envolve desde soviéticos patriotas até integrantes da CIA e o vice-presidente da época Lyndon Johnson.

Uma história muito interessante que envolve assassinatos, espionagem, romance, nostalgia e o velho sonho americano, em que alterar o passado pode ser muito perigoso. Para o futuro!

Autor de vários sucessos literários como A Coisa, O Iluminado, À Espera de Um Milagre, Sob a Redoma, entre muitos outros, Stephen King é sem dúvida uma unanimidade. Seus livros são sucesso por todo o mundo, e a expectativa por um lançamento seu é sempre muito grande. Novembro de 63 é um sucesso e confesso que demorei demais pra começar a lê-lo porque queria fazer isso no momento certo. E esse momento chegou.

É um livro pretensioso, que tem como foco central um dos fatos mais marcantes da história americana, o assassinado de John Kennedy. Acho que viagens no tempo já é um tema um pouco “batido”, mas no caso de Novembro de 63, King conseguiu imprimir sua marca e fazer da trama algo inédito e surpreendente.

Uma pesquisa histórica muito bem feita, mostrando os Estados Unidos da década de 50 com uma riqueza de detalhes incrível, entre outras coisas, o livro fala sobre o famoso efeito borboleta, onde uma pequena alteração nos acontecimentos do passado pode alterar enormemente o futuro. O que aconteceria se Kennedy fosse salvo? Evitaria a Guerra do Vietnã e suas milhares de mortes? Evitaria anos e anos de Guerra Fria? Ninguém consegue responder a estas perguntas, mas Stephen King conseguiu, e de uma maneira sensacional!

“(...) – Significa que pequenos fatos podem ter, como se diz, grandes ramificações. A ideia é que se alguém mata uma borboleta na China, talvez quarenta anos depois, ou quatrocentos, haverá um terremoto no Peru. Isso soa tão doido para você quanto para mim?”

Embora a princípio não pareça, Novembro de 63 é basicamente uma história de amor, com um pano de fundo histórico-político e com uma boa pitada de ficção científica. Narrado em primeira pessoa, é como se Jake estivesse escrevendo o livro, e às vezes ele conversa com leitor (fascinante!). Mas infelizmente, nem tudo é perfeito, e o livro tem trechos muito arrastados. Senti certo exagero na narrativa, tendo partes visivelmente desnecessárias. Lá pela metade do livro é preciso persistir um pouco na leitura, que fica muito lenta e extremamente detalhada, mas garanto que vale a pena chegar ao final da história.

Jake passa por muitas dificuldades, e a missão que a princípio se mostrou simples, se torna hercúlea. O passado é obstinado e não aceita muito bem que o destino já traçado seja alterado, e ele vai precisar de muita persistência pra conseguir impedir o assassinato do presidente. As conseqüências disso tudo para o futuro? Só o futuro dirá.

“(...) Isso não era verdade. Porque importaria para a esposa e os filhos de John Kennedy; importaria para os seus irmãos, talvez para Martin Luther King; quase certamente para as dezenas de milhares de jovens americanos que estavam agora no curso secundário e que, se nada mudasse o rumo da história, seriam convidados a vestir a farda, voar para o outro lado do mundo, abrir as bochechas inferiores e se sentar no grande consolo verde que foi o Vietnã.”

Uma capa extraordinariamente linda, que reproduz a manchete do jornal da época, e na contracapa o que seria manchete caso Kennedy fosse salvo do atentado, o livro tem um final no mínimo coerente. Novembro de 63 é sim, um sucesso do já aclamado Stephen King, e um livro que nos deixa uma reflexão: o que aconteceria com o mundo e com a humanidade se fosse possível voltar ao passado para alterar o futuro? O homem saberia usar esse poder com sabedoria, seria benéfico? Leia o livro e reflita! Vale à pena!

Classificação


Resenha feita por Michelle Figueira 

5 comentários:

  1. Oie
    tenho muita vontade de ler um dos livros deste autor, o gênero é um que me agrada muito.
    Ótima resenha.

    Super beijo

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  2. Eu nunca li nada do autor, mas já vi várias adaptações. Acho que a prerrogativa do livro é excelente e como você falou nos faz refletir muito. Adorei a resenha!

    Beijos, http://porredelivros.blogspot.com.br/

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  3. Oii...
    Assim como a Ray Pereira, também não li nada do autor ainda, porém já vi várias adaptações.
    Quem sabe esse será o primeiro livro que lerei dele?! Gostei muito da sua resenha.
    Tenha um bom final de semana.
    Beijinhos ;**

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  4. A maioria dos livros de Stephen King tem uma parte com narrativa muito arrastada, ele é muito detalhista, mas mesmo assim, seus livros são ótimos! Adorei sua resenha.

    http://www.refugiorustico.com.br/

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  5. Parabéns pela resenha! Ficou ótima e me fez querer ler essa beleza da Suma de Letras! Stephen King é maravilhoso! Adoro essas histórias meio "ficção científica" com uma mescla de outros assuntos. Neste caso, é um assunto histórico. Muito bom!

    Aguardo sua visita :)
    http://porredelivros.blogspot.com/2015/07/jackaby-de-william-ritter.html

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