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03/02/2016

O Pomar das Almas Perdidas - Lançamento do selo Tordesilhas


Olá meus amores...estava morrendo de saudade de vocês. Tudo bem?? Vamos de lançamento hoje?


Sinopse: Hargeisa, segunda maior cidade da Somália, 1987. A ditadura militar que está no poder faz demonstrações de força, mas o vento que sopra do deserto traz os rumores de uma revolução, e em breve, pelos olhos de três mulheres, vamos assistir ao mergulho do país em uma sangrenta guerra civil. Aos 9 anos, atraída pela promessa de ganhar seu primeiro par de sapatos, a menina Deqo deixa o campo de refugiados onde nascera. Em circunstâncias dramáticas, conhece Kawsar, uma viúva que logo em seguida é presa e espancada por Filsan, uma jovem soldado que deixara a capital para reprimir a rebelião que crescia no norte. Intimista, singelo e poético, O pomar das almas perdidas nos lembra de que a vida sempre continua, apesar do caos e do sofrimento.

Sobre a obra: Muito já se escreveu sobre a Somália e a guerra civil que assola o país desde os anos 1980, mas pouco se sabe sobre seu povo. Em seu segundo romance, a escritora britânica de origem somali Nadifa Mohamed se encarrega de trazer à luz a vida, a língua e a cultura dessa gente.

Ambientado na cidade de Hargeisa às vésperas do conflito que engoliu o país, O pomar das almas perdidas conta a história de violências e perdas de três mulheres de gerações distintas. Deqo, Kawsar e Filsan se encontram pela primeira vez em um estádio, na festa de aniversário da revolução que colocara no poder uma ditadura militar. Aos 9 anos, Deqo, que só conhecia a existência no campo de refugiados onde nascera, fará uma apresentação de dança e por ela receberá um desejado par de sapatos. Mas ela erra a coreografia e recebe uma punição. Das arquibancadas, a viúva Kawsar, em seu eterno luto pela morte da filha adolescente, vê a agressão e decide intervir. É presa por Filsan, uma jovem soldado ambiciosa que em breve aprenderá uma lição dura sobre si mesma e o mundo dos homens. Os eventos que se desenrolam do momento da prisão de Kawsar até a volta de Filsan à delegacia são dramáticos e determinantes do que virá a seguir.

O livro acompanha então a vida de cada uma das mulheres. Deqo se perde pelas ruas da cidade, perambulando pelas bancas do mercado até encontrar refúgio na casa de prostitutas. Machucada, impossibilitada de se mover, Kawsar volta para seu bangalô e passa a viver com a ajuda de uma jovem. Filsan retorna ao quartel e ao seu trabalho de patrulha. Nesse momento, a narrativa cresce e ganha uma qualidade poética admirável, para a qual muito contribui a musicalidade das palavras somalis sussurradas aqui e ali.

Aos poucos, a revolução cresce e o conflito armado se instala de vez, obrigando a população a deixar sua casa. Em meio aos escombros, aos cadáveres, à areia do deserto e às suas próprias perdas, Deqo, Filsan e Kawsar voltam a se encontrar para viver o seu destino final e comum, num trabalho magistral de construção de enredo que ajuda a explicar por que a revista Granta elegeu Nadifa Mohamed uma das melhores jovens escritoras britânicas de 2013.
Mohamed criou una obra intrinsicamente feminina, que dá voz às mulheres somalis sem polêmicas de gênero, apenas com uma escrita vigorosa e cheia de nuances. Em um lugar desprovido de homens, a autora trata suas personagens com sensibilidade e reverência. 

Sobre a autora: Nadifa Mohamed nasceu em Hargeisa, Somália, em 1981, e foi educada no Reino Unido. Estudou história e política no St. Hilda’s College, Oxford. Atualmente, ela mora em Londres. Seu primeiro livro, Black Mamba Boy, foi publicado em 2010.


Bjs pessoal :)



18 comentários:

  1. Oi Kelly, estou pasma, quando abri a postagem e vi a capa não parei muito para prestar atenção na mesma, passei por ela direto pq não me chamou atenção. Mas ai fui ler o que você tinha a dizer sobre a obra e acabei tendo que voltar lá para cima para prestar mais atenção. Bom, O Pomar da Almas Perdidas parece ser o tipo de livro que eu gostaria de ler, o problema é que sou bem receosa quanto a me decepcionar, apesar da narrativa parecer ter um peso, o que eu acho maravilhoso, me preocupo com a escrita, uma desconfiança de que ela possa não ser tão agradável e se arrastar indefinidamente. Então antes de dar uma chance ao livro preciso tê-lo em mãos e dar uma folheada para ter certeza que vou gostar da escrita da autora..

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  2. Essa sua resenha me fez lembrar de um livro lido há muito tempo que me marcou imensamente. Chama O HARÉM DE KADAF. Sei que não tem nada a ver o tema, mas lembrei e me dei comichão de reler.
    Esse teu me deixou curiosa, talvez por essa lembrança. Nunca havia escutado nada sobre ele antes. Anotei a dica aqui! Valeu.

    >> Vida Complicada <<

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  3. Oi Kelly!
    Menina, só em ler a respeito já meu deu um nó na garganta. A história parece ser bem delicada, já que retrata situações bem difíceis.
    Eu adoro livros com esse tipo de proposta,mas fico arrasada após a leitura. E sinto que com esse não será diferente. Pretendo ler sim, mas já vou preparando o psicológico para isso.
    Beijos
    http://www.coisasdemeninas.blog.br/2016/02/uma-curva-no-tempo.html

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  4. Olá kelly, já vi que vou chorar neste livro. Sou muito sensível a este tipo de estória, sobre o sofrimento de mulheres nestes conflitos. Mas gosto de ver como elas conseguem lutar e se superar. Não conhecia nem o livro e nem a autora. Gostei da dica!

    Belas Terapias / Fan page

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  5. Oi, Kelly!
    Enredos de guerra e períodos históricos em geral são difíceis de me atrair, mas a premissa de O Pomar das Almas Perdidas é interessante e até mesmo instigante por querer descobrir qual será o desfecho de cada uma das três protagonistas em meio a um cenário tão conflituoso e difícil. Não sei se me atrai a ponto de fazer sua leitura, mas parece ser mesmo uma boa pedida para quem gosta desse tipo de temática, cenário e abordagem em geral.
    Beijos!

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional ♥

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  6. Oi Kelly, tudo bem?
    De vez em quando gosto de deixar a ficção de lado e ler algo que trabalhe com temas que tenham acontecido. Nunca li nada sobre a Somália, sobre a ditadura que aconteceu no País, talvez tenha ouvido algo na aula de história, mas no momento não relembro. Parece interessante, como a autora irá interligar a vida dessas três mulheres. E a capa, nossa essa moça transmite sentimentos.
    Beijos!

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Oi Kelly!
    Uau, to sem palavras pra esse livro! Eu já vi alguma coisa aqui e ali sobre a Somália mas nunca cheguei a saber afundo sobre essa ditadura que assola o país.
    Acho super legal livros que abordam temas assim, é totalmente fora do nosso mundinho e nos faz enxergar as coisas com outros olhos. Eu fiquei super interessada em saber o que acontece com essas três mulheres, aliás, acho o máximo colocar personagens femininas no foco em histórias assim. Fiquei muito curiosa mesmo e vou colocar esse livro na minha lista.

    Beijos

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  9. Oi, Kelly
    Achei esse título muito bonito, e parece ser um prelúdio para o tipo de narrativa que encontraremos no livro. Uma narrativa bonita, intensa e cortante. Gosto de livros assim, mais fortes (gosto de sofrer com livros, essa é a verdade kkk), mas tenho de concordar com a Ju (LiteRata) ali em cima. Meu medo é a narrativa ser beeeem arrastada. Quer dizer, obviamente esse não é o tipo de livro que se lê em poucas horas. Mas, não gosto daquelas narrativas que passam a impressão de que lemos 200 páginas sendo que na verdade foram só 20, sabe? kkk

    Beijo,
    João Victor - De cabeça para baixo | All Pop Atuff

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  10. O livro parece ser muito interessante, é sempre bom ler histórias que nos mostram a realidade e histórias da vida, realmente um livro fascinante. A capa também é linda e chama atenção. Ótimo post!

    Www.leitorasvorazes.com.br

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  11. Oiee ^^
    Vi a capa desse livro esses dias no site da editora e não aguentei. Gente, esse livro deve ser incrível! Parece ser tão forte, emocionante e DEMAIS! Confesso que não sei nada sobre a Somália, mas tenho muita curiosidade de conhecer, e agora estou doida para ler esse livro ♥
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  12. Oi Kelly, eu gosto muito de livros que retratem as guerras, sendo ficções ou não. Esse eu ainda não conhecia mas pelo que você falou dele, o livro possui um enrodo muito forte e nos mostra detalhes que não vemos na imprensa. É disso que eu gosto nesses livros, a verdade que nos mostram.

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  13. Oi Kelly!

    Você me conhece e sabe, raramente leio livros neste estilo, rs. Mas estou querendo ler coisas diferentes, mesmo livros com essa pega mais história e forte, penso em dar uma chance, afinal, sair um pouco da zona da ficção (fantasia, romances e afins), é uma boa e a experiência acaba sendo muitas vezes ótima (Se você puder um dia, leia A Donzela e a Rainha da editora Pensamento, não é como O Pomar das Almas Perdidas, mas o fundo histórico dele é incrível). Tenho um pouco de receio desta obra ser um tanto densa e leitura ficar lenta, mas confesso, que estou curiosa sim para conhecer.

    http://www.daimaginacaoaescrita.com/

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  14. Oi, Kelly. Tudo bem?
    Me pergunto mais uma vez qual o motivo de jugarmos um livro pela capa. Confesso que se visse esse livro com essa capa e esse título na livraria não daria a mínima pra ele mas a sua resenha mostrou que ele é espetacular! :n
    Me lembrou muito o livro A Cidade do Sol que eu, particularmente, adorei!
    Isso de interligar as personagens e mostrar diferentes histórias e pontos de vista de uma mesma situação nos deixa ainda mais emotivos, né?
    Vou colocar na minha lista :)
    Obrigada pela resenha, se eu não tivesse lido sua opinião sobre o livro eu provavelmente perderia a chance de ler um ótimo livro.

    Um beijo!
    Crônica sem Eira

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  15. OI!
    Adorei esse lançamento, principalmente porque preciso ler algo de um autor ou autora africanos esse mês, e não tinha ideia do que pegar.
    Adoro livros assim que mostram a realidade daqueles locais mais remotos, pois fazem a gente refletir muito em quanto a nossa vida é boa comparada a tanto sofrimento que eles passam.

    www.gordinhaassumida.com.br

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  16. Olá!!

    Eu não conhecia esse livro e achei a temática muito válida para os dias de hoje. Enquanto ia lendo sua rsenha eu fiquei mega vidrada como se estivesse lendo o livro hahaha.
    Gostei bastante e quero saber como é realmente a escrita dele. O livro parece ser uma ótima forma de refletir. E é diferente do que eu estou lendo no momento!

    Beijinhos

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  17. Não é muito do meu gosto, mas admiro autores que conseguem capturar esse lado de uma guerra, consegue mostrar isso sobre o olhar das pessoas e principalmente das mulheres pois sãos as mais afetadas!!!
    Gostei do enredo, do que realmente se trata o livro, mas acho que não leria, não sei kkkkk
    Talvez eu esteja com um pouquinho de receio!!

    Nathália Bastos// Biblioteca Lecture

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  18. Oi!
    Que capa chamativa, fiquei curiosa com esse livro, vou procurar mais sobre ele e quem sabe ler, mesmo não sendo do gênero a que sou acostumada, é legal sair da zona de conforto, né.
    Abraços,
    Andy - StarBooks

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