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24/03/2016

Resenha - Rádio Beatles


Hey Leitores! Como estão?

Para hoje temos um livro nacional da escritora parceira do meu Instagram Literário (Sea of Books), Clara Arreguy, que por sinal é uma pessoa atenciosa! 


Livro: Rádio Beatles
Autora: Clara Arreguy
Editora: Outubro Edições
Ano: 2012
Páginas: 190
Skoob: 4/5

Sinopse: Rádio Beatles é uma história humana, de gente como a gente. A trama se desenrola em torno do aniversário de 50 anos de Caio, um engenheiro civil que vive em Muriaé, na Zona da Mata. Casado com Rosa, a namorada da adolescência, eles têm três filhos adultos, João, Paulo e Jorge – o quarto, se viesse, seria Ricardo, já que Ringo se chamava Richard – e ama os Beatles e a música. Toca um violãozinho e tem um amigo, Zezão, que se mantém firme no sonho: não trabalha, mora com a mãe, fuma maconha todo dia e vive de tocar em bailes e festinhas, esperando a hora de lançar o disco, que nunca vem. Rosa prepara uma grande festa para comemorar os 50 anos do maridão. Tudo vai muito bem, até que um fato fora do combinado invade a vidinha da família e altera o ritmo da canção. Caio passa a rever suas escolhas, no que é seguido por Rosa, que vai na mesma levada. Vindo de fora, como um sinal, a jovem Aninha chega para mostrar a todos que o sonho não acabou. Como toda crise, o que oferece de angústia parece prometer em felicidade. Será que fizemos as escolhas certas? Existe outra vida esperando para ser vivida? 

“Se você gosta de Beatles não vai resistir. Quem conhece os textos da Clara Arreguy menos ainda!”

Resenha: O livro Rádio Beatles nos trás a história de Caio, um engenheiro civil bem sucedido de Muriaé e beatlemaníaco, que está enfrentando o que ele considera uma crise de meia idade, ainda mais com seu aniversário de 50 anos se aproximando.



Casado com Rosa há mais de 25 anos, e com três filhos já adultos, Caio leva uma vida “calma, prudente e sensata”, o que ele considera um desperdício.

“Vou fazer cinquenta anos e essas três palavras talvez expressem à perfeição os pecados capitais de uma vida com gosto amargo de desperdício. Ronda-me o desejo de eliminar do dicionário as três. Sopita-me a vontade incontrolável de experimentar o novo.”

Caio almeja algo inédito, diferente... Tudo o que ele quer agora é “chutar o pau da barraca, o balde com tudo dentro, virar as costas para o passado”, pegar o violão e se aventurar mundo a fora como seus filhos corajosos (João, Paulo e Jorge) ousaram fazer.

A palavra beatlemaníaco não chega a descrever com precisão o quanto Caio é apaixonado loucamente por essa banda. No decorrer do livro ele conta a trajetória da banda em um “tom” solene e nostálgico, chegando a nos fazer sentir a dor que ele sentiu com morte de John Lennon.

A história se passa em Muriaé, que fica a três horas do Rio e as seis de Belo Horizonte, e a narrativa da Clara Arreguy nos leva a conhecer o passado de Caio através de suas lembranças ditas, nos transportando aos anos 70, época dos discos de vinil e radiolas, da maconha liberal, das mãos dadas e nada mais, e em que se um cara quisesse respeito precisava de um diploma de médico, advogado ou engenheiro.

Faltando um mês para completar 50 anos, Caio se vê “sufocado” com todos os preparativos que Rosa propôs para a festa, e tudo isso se intensifica mais ainda quando seu filho, Jorge, pede para seus pais acolherem uma garota, Aninha, na casa deles.

“Uma mocinha nova e linda, mas toda machucada, toda ferida. Está em estado de choque. Parece que foi atropelada por um caminhão ou que tomou uma surra ou as duas coisas.”

Caio é apaixonado por Rosa, mas nos últimos dias ele tem se perguntado se seu descontentamento tem algo a ver com ela, e com toda sua relutância em acolher Aninha.

“Rosa tinha humor. Tinha alegria. Tinha calma que até hoje me acalma. Serenava minha ansiedade. Tipo I know this love of mine will never die, and I love her.”

Um dos pontos altos do livro que mais gostei foi como a escritora encerrava a maioria dos capítulos, com uma frase das letras das músicas da banda.



Caio também tem um melhor amigo, Zezão, que parece mais o Peter Pan, se recusando a crescer em seus quase dois metros de altura, mas sempre acompanhou Caio em sua paixão louca pelos Beatles.

“Zezão era aquele amigo que sempre contrabalançou minha trajetória certinha. Ele era o que hoje chamamos mané, simplório e engraçado, mas uma figura.”

A capa é linda e diferente de tudo que já vi. A edição está perfeita!
Com uma pitada suave de nostalgia e humor, Rádio Beatles me “teletransportou” aos anos 70 através da visão de um beatlemaníaco.

Um pouco sobre a autora...

Clara Arreguy é jornalista e escritora. Trabalhou durante 25 anos em redações de jornais, como Estado de Minas, em Belo Horizonte, e Correio Braziliense, em Brasília. Foi cronista da revista Veja Brasília. E tem nove livros publicados, entre romances ("Dia de Sol em Tempo de Chuva", "Siga as setas amarelas", "Rádio Beatles", "Tempo Seco" e "Segunda Divisão"), memórias ("Fafich" e "Cheio de Graça"), contos ("Sonhos Olímpicos") e crônicas ("Catraca Inoperante").
E vocês podem conferir mais sobre ela no site www.clara-arreguy.com

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