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13/10/2016

Resenha - O Primeiro Vampiro


Hey leitores! Hoje eu trouxe a resenha de um livro que me surpreendeu bastante, vamos conferir? 


Livro: O Primeiro Vampiro
Autor: Ewerton Carvalho
Editora: Talentos da Literatura Brasileira – Novo Século
Ano: 105
Páginas: 448
Skoob: 4/5

Sinopse: Criado pela feiticeira Baba, Ohrí, aos cinco anos, conhece poções que curam e matam. Levado por uma caravana cigana, é escravizado por um duque em seu castelo. Caindo nas graças do Conde Wladimir, ele conhece a vingança na forma mais fria. Ao ser libertado, Ohrí encontra Khoran, um velho andarilho que o leva ao último refúgio dos celtas e druidas, nos confins da Irlanda. No povoado paradisíaco, Hy Breasail, a magia e a realidade se misturam e, após várias provações, Ohrí se torna adulto e é batizado com o Alkahest, o sal da vida. Porém, a morte de um ente querido o faz partir para fugir da dor e buscar, de novo, a paz. Em vez disso, ele encontra a guerra nas Cruzadas ao lado de Ricardo Coração de Leão. Agraciado com uma dádiva enviada das estrelas, Ohrí encontra a tão procurada paz. No entanto, ela não dura muito e um chamado irrecusável o leva a uma armadilha que o faz se considerar o culpado pela tragédia. Acreditando ser detentor de alguma maldição, parte em busca de respostas.

Resenha: A história narra à trajetória de Ohrí Pandur Maw, que viria a se tornar o primeiro vampiro do mundo. Mas toda história tem um começo, certo? E a de Ohrí não foi diferente, seu destino já havia sido traçado antes mesmo de nascer.

“[...] O destino é como o ar, não podemos fugir dele.”

Ohrí nunca conheceu sua mãe, que morreu lhe dando a luz, sendo criado desde então pela parteira conhecida apenas como Baba, uma feiticeira. Ela lhe ensinou como usar ervas, e a fazer poções que podem salvar ou condenar quem ou o que for. Aos seus cinco anos, em uma noite tempestuosa ele foi separado da Baba, e aceitou “viajar para o sol” com uma caravana cigana, os Roma.

"-Como se chega ao sol?
-É só ir em direção ao poente. –Arjun sorriu."

Os Roma são uma comunidade livre e que vive de acordo com a natureza, envolvidos em alegria e tradições. Com eles, Ohrí aprendeu a arte da poesia e da música, e fez amigos fieis.

"Minha terra é a que piso / Meu céu é o que me cobre / Minha alegria é o meu riso / Minha fortuna não me faz um nobre"

Após um rigoroso inverno e de muitas perdas, os Roma invadem sem conhecimento dos limites das terras do duque Matias Károlyi, e caçam seus animais, portanto terão que pagar em mão de obra o que devem , sendo então “escravizados”.  

No castelo, Ohrí ainda criança se destaca pela sua inteligência, e conhece Saulê, a filha do duque, que lhe ensina os mandamentos e histórias bíblicas, pois este só conhecia os deuses dos Roma.

Os anos passam e Ohrí conhece o Conde Wladimir, o convidado do duque Matias. O conde é um homem ambicioso e de coração frio, que sussurra palavras sedutoras e arquiteta os mais tenebrosos planos para conseguir o que mais deseja.

Nesse meio tempo, Ohrí descobre a beleza do amor, mas também a dor de ter o coração partido. Por isso, quando ele é libertado, conhece um homem idoso e bastante singular, Khoran, que está indo para seu vale, Hy Breasail, que promete a Ohrí a paz e a harmonia. Embora Ohrí acredite apenas no poder e na dor, acaba seguindo viagem com o homem de aparência sábia.

Hy Breasail é um verdadeiro paraíso, onde a magia e o imaginável tem força, onde vemos nosso herói amadurecer e se tornar um homem. Acredite ou não, leitor, contei apenas o pico desse iceberg. A partir daí, Ohrí enfrenta inúmeras dores e perdas, que ora o deixa mais forte e ora o deixa mais incrédulo e revoltado.

“Deixou a casa ardendo em chamas, assim como seu peito, que ardia de dor, enquanto seu coração parecia congelado diante da frieza do destino.”

Mas ao longo de sua jornada conhece novamente o amor e alegria, e conhece homens incríveis, como Ricardo Coração de Leão nas Cruzadas, e Salah Al-Din, o sultão.

 “-Em nome de Deus, de São Miguel e de São Jorge, eu, Rei Richard I da Inglaterra, o declaro sir Ohrí Pandur Maw cavaleiro.”

Vou confessar, não desejo o sofrimento que Ohrí passou para ninguém. E depois de tanta dor, ele se pergunta se há alguma maldição sobre seus ombros, deixando então novamente tudo que ama para partir em busca de respostas e encontra O Velho, uma figura mística de dar calafrios.

“Ohrí havia descoberto o que recebera d’O Velho em troca da sua alma.
Estava mais forte, mais ágil, não sentia dor, não sentia forme nem sede de água.”

O final do livro me deixou de queixo caído! Uau. O único ponto negativo ao meu vê, é que Ohrí demorou a se tornar um vampiro, mas como e por que ele se tornou um... Caramba, foi fantástico, mas também triste de certo modo. Tudo que Ohrí mais almeja em sua vida é vivê-la em paz com sua esposa e ter um filho para amar, porém como já disse antes, o destino não lhe é bondoso.

“-Dá sorte beijar embaixo de um carvalho –ela falou.
-Dá sorte te beijar em todo lugar. –Ele deu outro beijo."

Então leitores, O Primeiro Vampiro é um livro sensacional, surpreendente e muito bem escrito, acredito que o autor tenha pesquisado bastante, já que ele foi muito cuidadoso e minucioso nos detalhes, ao ponto de eu “enxergar” os lugares por onde Ohrí passava sem nunca me cansar. Confesso que demorei um pouco para entrar na história, mas depois ela se tornou naturalmente fluida. Ewerton Carvalho é dono de uma criatividade de tirar o folego e de uma escrita esplêndida, adorei principalmente as cenas de lutas que sempre envolviam espadas ou magia, ou ambos, o que foi fantástico.

“-[...] Seus servos terão parte do seu poder. Serão vencidos pelo fogo, pela decapitação e pela madeira seca cravada em seus corações, pois ela suga o sangue do próprio coração.”

A capa é perfeita, gostei desse contraste de marrom com preto ilustrando um morcego. O livro é composto de várias histórias, que aos poucos vão montando um quebra-cabeça, e no fim percebemos que nem tudo é o que parece, e que não se pode confiar em todos. Recomendo O Primeiro Vampiro para os leitores que adoram um livro de fantasia mesclado com muita aventura e magia.

“-Você não me chama de mahdi? Então agora as coisas se encaixam. Eu, mahdi, vim de longe, fui levado até você pela Estrela Cadente, e pouco depois a estrela cadente me trouxe você. –Os dois se beijaram e se abraçaram fortemente.”

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