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31/12/2016

Retrospectiva Literária 2016

Oi seus lindos...que saudade eu estava de vocês. O ano já está acabando, e estamos nos últimos minutos do segundo tempo. Nada melhor do que relembrar as leituras que fizemos no decorrer de todo esse ano. Confesso que não tive um ano bom, Mais uma vez li bem menos do que planejei, isso me deixou muito triste. Mas...nada melhor do que iniciar o ano mudando esse número. A Retrospectiva foi criada pela Angelica do blog Pensamento Tangencial. Vamos conferir?? Chega de blá blá blá.



O Romance que me fez suspirar


Gosto muito da escrita da autora, esse é o segundo livro que leio dela. O primeiro foi "Uma Curva no Tempo" e confesso que não gostei tanto como gostei desse livro. Me emocionei muito com a história e o final terminou exatamente do jeito que eu queria. Amei!

O Clássico que me marcou


Acho que eu nunca tinha lido um clássico. E o meu primeiro contato com a escrita de Charlote Brontë me emocionou muito, A história é linda e muito bem contada.

O livro que me fez refletir


Esse foi o primeiro contato que tive com a escrita da Kelly (minha xará). Até mandei um e-mail para ela e ela me respondeu. Quase morri de tanta felicidade. Deve ser muito triste encontrar um grande amor quando se está doente. Esse livro fez eu pensar muito na vida.

Um livro que me fez rir


Dei muitas risadas com o protagonista desse livro, mesmo estando na merda ele conseguia fazer piada de tudo. É um livro bom.

O livro que me decepcionou 


Esse livro é HORRÍVEL!!! Ainda vou fazer resenha dele para falar para vocês o quanto ele é ruim.

O livro que me surpreendeu


Li esse livro no Kindle e confesso que não esperava muito. Mas me surpreendi e preciso terminar de ler os outros livros URGENTE. Pois gostei bastante deste.

Livro que devorei


Gayle é a minha queridinha, adoro os temas que ela aborda nos seus livros. E esse não foi diferente, gostei demais desse livro e li ele em um dia.

A capa que amei


Lá vem ele aqui de novo. Gente eu adoro capas assim com desenhos românticos. Eu acho essa capa bonita.

A capa que detestei


Faltou alguma coisa nessa capa que eu simplesmente não sei explicar o que. Só sei dizer que não gostei dela.

A personagem do ano


Na minha opinião ela foi a melhor. Que mulher forte e guerreira.

O casal perfeito


Max e Grace. Apesar de todo o sofrimento, na minha opinião eles merecem o casal do ano. Existia uma química perfeita entre os dois que eu nunca vi em nenhum outro casal literário.

Autora Revelação


Minha xará é claro!!! Essa danadinha me conquistou.

A autora que mais esteve presente entre as minhas leituras


Li essa trilogia esse ano, então foi a autora que eu mais li em 2016

Gênero Literário que mais li


Romance

O gênero literário que preciso ler mais


Li em 2016 



Livros. Sim!!! Sei que preciso mudar isso em 2017. Aguardem que será diferente.


Gostaram? Deixem aqui nos comentários a retrospectiva de vocês para que eu possa ver. Quero aproveitar e desejar a todos vocês um FELIZ 2017!!! Cheio de paz, saúde e muitas leituras maravilhosas.





Bjs pessoal

23/12/2016

Resenha - A Rebelde do Deserto

Hey leitores!
Hoje eu trouxe a resenha de um dos livros mais fascinantes que li e me deixou genuinamente ávida e curiosa pela continuação!

Livro: A Rebelde do Deserto
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 288
Ano: 2016
Skoob: 5/5

Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.  

Resenha: Comecei a ler A Rebelde do Deserto acreditando que se tratava de um romance em um deserto mágico e longínquo... Nunca me enganei tanto! O livro já nos leva a conhecer nossa heroína em uma competição de tiro em um lugar chamado Tiroteio, onde ela se disfarça de garoto e planeja conquistar o prêmio com sua mira de dá inveja e fugir para longe da Vila da Poeira, onde cresceu e sempre desejou a liberdade, que era mais como uma necessidade.

Amani Al’Hiza é uma garota do deserto, ou seja, é durona, audaciosa e muito inteligente (nem um pouco mimada ou irritante), e que nunca se encaixaria no papel de esposa submissa que sua cultura exige das mulheres, ainda mais dizendo em voz alta tudo que pensa.

“Tia Farrah sempre dizia que eu fazia todo tipo de burrice só para provar que alguém estava errado. Talvez ela estivesse certa.”

E agora que ela soube que seu tio repugnante deseja torná-la uma de suas muitas esposas, a necessidade de escapar daquele fim de mundo se tornou mais urgente do que nunca!

“[...] —Você nunca quis algo com tanta força que se tornou mais do que um simples desejo? Preciso sair desta cidade. Preciso disto tanto quanto preciso de ar.”

Amani é pobre, órfã e mulher. Resumindo,  não tem escolha ou voz. O livro tem como plano de fundo fazer uma crítica franca contra uma sociedade machista e preconceituosa, que trata as mulheres como objetos, ou pior, como menos do que nada.

“Aquilo doeu. Depois de quase dois meses de confiança, bastava ser uma garota para mudar tudo.”

Seu plano era simples. Ganhar a competição de tiro e fugir com o dinheiro para Izman, a cidade que promete uma vida melhor, um mundo novo. Em Tiroteio, ela recebe o apelido de Bandida de Olhos Azuis, e consegue ficar entre os finalistas. Mas as coisas acabam mudando drasticamente de rumo. Lá ela conhece um de seus oponentes, o misterioso forasteiro. Lindo, talentoso e sexy, Jin tem uma aura de enigma que o cerca e acaba por nos fazer se apaixonar por ele logo de cara. Amani e Jin acabam envolvidos numa confusão e sem ter como ou por onde fugir, os dois terminam por se ajudarem, ainda mais quando se trata de escapar ou morrer.

“— Eu não zombaria de alguém que está prestes a apontar uma arma para sua cabeça.”

Mais tarde, Amani reencontra Jin, e vê nele a oportunidade perfeita que tanto precisava para sua fuga.  Jin que está sendo caçado pelo sultão por traição precisa de ajuda, e é mais ou menos assim que eles acabam no meio do deserto com um exército em seu encalço.

“— Quero várias coisas, Bandida. Sair deste maldito país, tomar um banho gelado. comer uma refeição decente... - Jin deixou a frase solta, e por um momento podia jurar que seu olhar flutuou até mim.”

Todos os personagens que compõe essa trama são fabulosos, cada um com uma persona única, tornando a história ainda mais impossível de largar. Gostei do senso de humor e a determinação de Amani e Jin, ele com seu sorriso de derreter corações e ela com sua língua ferina.

“E então veio aquele sorriso. Talvez eu tivesse olhos que me traiam, mas Jin com certeza tinha o tipo de sorriso capaz de converter impérios inteiros.”

No deserto de Miraji há criatura místicas e sobrenaturais, e a magia ainda se mistura a areia. O livro em si é divino, e a capa é mais que fantástica. Eu simplesmente sou apaixonada por azul e nunca notei o quanto ele fica maravilhoso em contraste com o dourado até cair de amores pela capa do livro. Amei, amei!

“[...] Magia e metal não se dão muito bem. Estamos matando a magia. Mas ela está reagindo.”

A narrativa é feita na primeira pessoa do ponto de vista da nossa heroína Amani, e bem delineada pela escrita impecável da autora Alwyn Hamilton, que já me conquistou com sua sensibilidade ao descrever os cenários e as batalhas de um como que nos faz sentir lá, no próprio deserto, sentindo o calor escaldante e areia contra a pele. Adorei também como ela abordou temas profundos e realistas de um modo ousado e sagaz, e esboçou o amor entre nossos heróis com profundidade.

“Eu era uma garota do deserto. Achei que soubesse o que era calor.
Estava enganada.”

O livro vai além de uma história de amor. Ela se passa durante uma rebelião, e de algum modo Amani é sugada para o meio dela de um jeito que me deixou arrebatada. Há de tudo, tiroteio, bombas, medo, fome e pessoas desesperadas. Amani nasceu para lutar, e Jin é mais do que diz ser, os dois são personagens eletrizantes e bem construídos para a trama. Eu adoraria contar mais, porém acredito que vá estragar todo o elemento surpresa que a autora criou.

“Uma nova alvorada. Um novo deserto. Todo mundo já sabia o lema do príncipe rebelde, mas apenas em sussurros.



A Rebelde do Deserto é o primeiro volume da trilogia A Rebelde do Deserto, e ainda não há previsão de lançamento dos próximos livros, o que me deixa mais ansiosa! Essa história é simplesmente apaixonante, do tipo que faz o leitor ficar acordado horas, perdido em outro mundo onde a magia e o amor é a combinação mais poderosa que existe, então recomendo para todos.

“—Você é este país, Amani — ele disse, mais baixo agora. —Mais viva do que qualquer coisa deveria ser neste lugar. Toda feita de fogo e pólvora, com um dedo sempre no gatilho.”



20/12/2016

Quotes do dia #18


Hey leitores!

Hoje trouxe alguns quotes do livro que se tornou um dos meus favoritos, Juntando os Pedaços, da autora Jennifer Niven, você pode conferir a resenha aqui.



É isso que acontece quando as pessoas morrem. Elas começam a desaparecer se você não tomar cuidado. Não de uma vez, mas um pedaço aqui, outro ali.

— Por causa do meu problema, vivo perdendo as pessoas que eu gosto.
Ela fica quieta por um tempo.
— Sei como é isso.

As pessoas fazem merda por vários motivos. Às vezes, são simplesmente pessoas escrotas. Às vezes, outras pessoas fizeram merda com elas e, apesar de não perceberem, tratam os outros como foram tratadas. Às vezes fazem merda porque estão com medo. Às vezes escolhem fazer merda com os outros antes que façam merda com elas. É uma autodefesa de merda.

Se eu aprendi alguma coisa com a terapia e com a perda da minha mãe, foi que é melhor simplesmente dizer o que a gente pensa. Se tentar carregar tudo por aí o tempo todo, logo você acaba deitada na cama, gorda demais para levantar ou até para se virar.

Quanto aos outros, lembrem-se: ALGUÉM GOSTA DE VOCÊ. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo.
Principalmente você mesmo.

— Eu sei como você se move. Sei como olha pra mim. Sei que você me vê, porque é a única que me olha desse jeito. Juntos ou separados, não preciso ficar pensando muito ou juntando as peças. É você. É isso que eu sei.


Querido amigo,
Você não é uma aberração. Alguém gosta de você. Alguém precisa de você. Você é único. Não tenha medo de deixar o castelo. Tem um mundo enorme e maravilhoso lá fora.

Com amor,

Uma companheira leitora


Livro: Juntando os Pedaços
Autor: Jennifer Niven

Espero que tenham gostado!
Beijos!

19/12/2016

Resenha - Juntando os Pedaços

Hey leitores!
Tudo bem com vocês?
Espero que sim.
Hoje eu vim falar sobre o recente lançamento de uma das minhas autoras favoritas, Jennifer Niven!

Livro: Juntando os Pedaços
Autora: Jennifer Nivem
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Ano: 2016
Skoob: 5/5


Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Resenha: Desde que li seu livro Por Lugares Incríveis (você pode conferir a resenha desde aqui) eu simplesmente soube que ia amar qualquer coisa que a autora publicasse, e fico muito feliz em dizer a vocês que eu estava certíssima!

Minha cabeça é ferrada…

Jack Masselin construiu sua imagem com cuidado, seguindo sempre suas regras, como sorrir sempre, ser simpático, ser muito engraçado, ficar ligado e ser o maior babaca do mundo, qualquer coisa para não ser a vítima. Tudo isso para que ninguém perceba que ele tem prosopagnosia, uma doença que o torna incapaz de reconhecer rostos, porque teme se tornar alvo de escárnio. Nem mesmo a sua família sabe. Mas isso muda quando ele conhece Libby Strout.

Não sou um merda, mas estou prestes a fazer merda. Você vai me odiar, outras pessoas vão me odiar, mas vou fazer isso mesmo assim, para proteger você e a mim mesmo.

Libby é provavelmente a garota mais corajosa que já conheci (na literatura). Mas nem sempre foi assim. Ela já foi conhecida como a Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos, chegando a pesar 296 quilos. Depois de perder a mãe, ela começou a ganhar peso e a sofrer bullying chegando a ter ataques de pânico quando tinha que sair de casa. Por tanto parou de sair até que ficou presa, literalmente, dentro da própria casa, sendo preciso um guindaste para resgatá-la.

Depois de dois anos e meio de spa, aconselhamento, terapia, médicos, personal trainers, Libby ainda não estava no peso ideal, mas estava pronta para enfrentar o mundo e para ser uma aluna normal do ensino médio.

Ela sabia que não ia ser fácil, já esperava por isso, mas mesmo assim foi duro voltar a ouvir todos aqueles insultos e comentários cruéis sobre seu corpo. Apesar de ser um tanto pessimista, ela enfrenta tudo de cabeça erguida com coragem, autoconfiança e ousadia. 

Os caminhos de Jack e Libby se cruzam de modo humilhante (para ambos) após ela ser alvo de um jogo novo que está circulando na internet chamado Rodeio das Gordas, indo os dois parar na diretoria. Por consequência, vão ter que prestar serviço comunitário à escola e participar da Roda da Conversa.

Aos poucos eles vão percebendo o quanto são parecidos em suas buscas acerca de quem são e seus receptivos lugares no mundo.

Tem alguma coisa errada comigo.
De todas as pessoas do mundo, acho que a garota entenderia.

Na trama, Jack criou um método que ele usa para identificar as pessoas chamado de marcas identificadoras, que são o formato do cabelo, a forma com a pessoa anda, ou a voz, na tentativa de não ter que passar por situações constrangedoras de novo.

Libby é concreta. É real. Enquanto eu segurar sua mão, não vai desaparecer diante dos meus olhos.

Juntando os Pedaços é um livro que merece ser lido por todos. Lindo, tocante e muito verídico. É sobre adolescentes e jovens em seu verdadeiro aspecto. É sobre quem somos e o que sentimos. E isso é uma das coisas que mais me fazem amar essa autora, a forma como ela consegue nos enxergar nitidamente e transmitir tudo isso para uma folha de papel. Seus livros contam a história de milhares de jovens. É como se ela pegasse uma pessoa real e a transcrevesse para as páginas, tal como ela é, sem alterar nada.

É isso que acontece quando as pessoas morrem. Elas começam a desaparecer se você não tomar cuidado. Não de uma vez, mas um pedaço aqui, outro ali.

Jennifer Niven é totalmente única ao abordar temas como bullying, preconceito, perda e isolamento social, mas também sobre aceitação. A narrativa é fluida, prazerosa e muitas vezes divertida, sendo feita na primeira pessoa, alternando entre Jack e Libby, nos permitindo saber e sentir as emoções de ambos os personagens, como se entrássemos na pele deles e vessemos o mundo pelos seus olhos.

— Por causa do meu problema, vivo perdendo as pessoas que eu gosto.
Ela fica quieta por um tempo.
— Sei como é isso.

Ao terminar essa leitura posso dizer com toda certeza que sei um pouco o que é sofrer bullying e como é ter prosopagnosia. Gostei também como a Niven faz altas referências a cultura pop moderna como Harry Potter, Jogos Vorazes, Supernatural e Justin Timberlake.

Tenho a sensação de que ele está nos preparando para uma batalha, como se fosse o Haymitch e todos nós fôssemos a Katniss.

Amei que a editora tenha mantido a capa original do livro que é linda com sua simplicidade e cores. Outro ponto positivo que quero ressaltar é em como a autora destacou também pessoas boas como a Bailey e a Rachel, porque acredito que de certa forma elas representavam aqueles que não teriam sido cruéis com a Libby, apesar de serem poucas.


— Por que as pessoas se preocupam tanto com meu tamanho?
Ela não responde, só pega minha mão e segura. Bailey não precisa responder, porque não existe resposta. Só que apenas as pessoas pequenas — pequenas por dentro — não aguentam o fato de alguém ser grande.

Aqui a mensagem do livro é clara. Você não está sozinho e alguém gosta de você. Simples assim. Como disse anteriormente, esse livro merece ser lido por todos, então não tenho receio em recomendá-lo para qualquer tipo de leitor.

As pessoas fazem merda por vários motivos. Às vezes, são simplesmente pessoas escrotas. Às vezes, outras pessoas fizeram merda com elas e, apesar de não perceberem, tratam os outros como foram tratadas. Às vezes fazem merda porque estão com medo. Às vezes escolhem fazer merda com os outros antes que façam merda com elas. É uma autodefesa de merda.

03/12/2016

Resenha - Brisa Filosófica

Hey leitores! Tudo bem com vocês? Espero que sim.
Hoje eu trouxe a resenha de um livro bastante interativo. Vamos conferir?


Livro: Brisa Filosófica
Autor: Marcos Renato
Editora: Porto de Idéias
Páginas: 200
Ano: 2015
Skoob: 4/5

Sinopse: 'Brisa Filosófica' é um livro leve, moderno e intuitivo. Traz assuntos para reflexão individual e de interesse coletivo. É interativo e de conteúdo original, com respeito à liberdade de escolha e expressão de cada um. Concebido de forma poética, aborda temas como liberdade, corrupção, redes sociais, indignação popular, escolhas, preconceitos, bullying, amor, sexo, drogas, música, filmes, família, entre outras brisas e poesias.

Brisa Filosófica fala de tudo um pouco, abordando múltiplos temas, desde os mais banais aos mais complexos, enquanto reúne diversos contos, poemas, crônicas e dinâmicas que interagem com o 
leitor. 





Em meio às páginas, o autor aproveita para fazer indicação de músicas e filmes incríveis, ao mesmo tempo em que dá um espaço para o leitor também sugerir algo, sempre nos trazendo para mais perto, através das redes sociais.

Indicação de Filme: Laranja Mecânica
Indicação de Filme: As Branquelas
Indicação de Música: Você me Faz tão Bem – Detonautas
Indicação de Música: Hello - Adele

Seus poemas são diversificados, abordando diversos assuntos como a paternidade e família, o amor, as amizades, mas também os assuntos do dia a dia, corriqueiros como futebol e whatsapp, e os mais sérios, como o nosso país, o racismo e o direito à liberdade de expressão.
Eis um dos meus poemas favoritos:

“Liberdade
Tem nome
Eu
Por isso bato asas
Voo
Meu nariz tem dono
Meu
Por isso vou ao encontro
De quê? De quem?
Pouco importa
Sou livre e devido a qualquer hora
Minha boca é livre   
Fala, grita e silencia
Eleva a mente e faz rotina poesia"

O autor comenta sobre tudo isso e muito mais de um modo leve e descontraído, e muita das vezes até divertido, com um censo de humor sátiro. Os contos e crônicas do livro aparentam serem também triviais, mas em sua maioria são profundas como o conto A Virgem Maria que discursa a respeito de bullying.

Brisa Filosófica também possui reflexões sobre nós mesmo, sobre quem somos e o que queremos ser. Discorre sobre o pouco tempo que nos damos hoje em dia e como é fácil cair na rotina diária.

“Eu também gostaria
Ler mais
Saber outros idiomas
Tirar notas altas
Passar de ano direto
Fazer intercâmbio
[...]” –Nem Tudo São Flores

Ler Brisa Filosófica foi uma experiência única e que nunca vou esquecer, principalmente o quanto foi educativo e magistral quando o autor ratificou os valores familiares e o amor.
  
A diagramação do livro é perfeita. E eu simplesmente estou apaixonada por essa capa! Ela é fantástica. Tem uma espécie de ar cósmico e como se não houvesse limites para a mente. Adorei também a escrita do Marcos Renato. Culta sem ser arrogante, e fluida sem ser simples demais. Um livro completamente original e inigualável. Recomendo para todos os amantes de poesia e palavras bem ditas.

"Este livro é para exercitar a liberdade. Sinta-se um pouco mais livre. Simplesmente não julgue, nem a mim e nem a si mesmo."


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