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16/03/2017

Resenha - Simplesmente o Paraíso

Olá leitores!Como vocês estão? 
Hoje trago a resenha de Simplesmente o Paraíso, primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith, escrito pela maravilhosa Julia Quinn.

Livro: Simplesmente Paraíso
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 272
Skoob: 5/5
Adquira o livro: aqui

Sinopse: Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida. Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente

Resenha: Se você já leu a série Os Bridgertons, com certeza se lembrará das vezes em que nossos queridos personagens tiveram que marcar presença no tradicional Concerto das Smythe-Smiths. Pois é, nessa nova série de Julia Quinn vamos conhecer as musicistas (se é que podem ser consideras assim) da família Smythe-Smith. Jovens solteiras que todo ano tem a dura missão de encarar uma plateia e tocar (ou pelo menos tentar tocar) para quem estivesse disposto a ouvir tal horror, pois nesse caso eu não sei se era mais difícil para elas ou para quem iria ouvi-las.

“O recital anual da Smythe-Smiths nunca era um bom momento para conhecer um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo.”

Honoria Smythe-Smith é uma jovem sensível, carinhosa, dedicada a família e dona de um bom humor sem igual. Ela faz parte do quarteto musical da família, apesar de não possuir talento algum (e quando digo isto não estou sendo exagerada, ela realmente não possui o dom para música). Aparentemente ela não se importa com isso, acha divertido participar do concerto e manter a tradição familiar, e ainda possui a vantagem de passar um tempo com suas primas.

“Por alguma razão, Honoria nunca levou o constrangimento das apresentações para o lado pessoal e era capaz de manter um sorriso no rosto o tempo todo. E, quando tocava o arco de seu instrumento, o fazia com gosto. Afinal, a família assistia a ela e aqueles momentos significavam muito para eles.”

Marcus Holroyd é um homem reservado, discreto e que não suporta o fato de ser o centro das atenções. Mas além disso há algo que Marcus odeia com todas as suas forças, a exaustiva temporada social que ocorre nos altos círculos da sociedade londrina. Ele simplesmente detesta todos aqueles bailes, aquelas pessoas aglomeradas em um determinado espaço dividindo um calor infernal, e principalmente as mães casamenteiras, falando sobre o quanto suas filhas são adoráveis.

Os dois se conheceram ainda criança, Marcus se tornou o melhor amigo de Daniel, irmão mais velho de Honoria, ela sempre quis estar junto a eles, mas como era menina e alguns anos mais nova, jamais fora aceita pelos dois. Mesmo sendo desprezada e ignorada ela continuava a acompanhá-los, por esse motivo ganhou um apelido nem um pouco desvanecido, “carrapato”. 

O tempo foi passando e a época de infância ficou para trás, neste momento Honoria é uma dama de 21 anos que está em busca de um marido. Entretanto, não está buscando casamento pelos mesmos motivos que as primas, que seria se livrar da apresentação anual do concerto da família. O que ela realmente almeja é alguém que possa amar, cuidar e constituir uma família grande e alegre. Só que há um problema bastante curioso, os homens que aparentavam possuir interesse e a cortejavam, desapareciam inexplicavelmente, não a procuravam mais, como se o interesse tivesse acabado do dia para noite. Mas ela teve uma ideia e estava bastante convencida de que obteria sucesso.

“A situação dela não era muito diferente da maioria das amigas. Não era a única jovem ansiando por casamento. Porém, Honoria não estava procurando um marido apenas para admirar a aliança no dedo ou para se regozijar com seu status de jovem matriarca elegante. Queria uma casa que fosse sua. Uma família.”

Algo grave faz com que Daniel tenha que deixar o país imediatamente, antes de partir fez com que Marcus prometesse que cuidaria de sua irmã e que não deixaria ela se casar com qualquer um. Essa tarefa não seria fácil, já que Honoria sempre foi super determinada e essa característica ficou mais forte com o passar do tempo, ela estava muito segura de que seu plano de capturar um marido seria bastante eficaz.

O que Marcus não esperava (e provavelmente Honoria também não), é que ele acabaria sendo vítima da armadilha para fisgar um marido, por causa disso, Marcus se vê em um estado de adoecimento gravíssimo. Como se fosse uma ordem do destino, ele acaba sendo cuidado por Honoria, e o que era para ser uma ajuda ao amigo, acaba se tornado uma linda, improvável e divertida história de amor.

“Precisava beijá-la. Tinha que fazer isso. Era tão básico e elementar quando sua respiração, seu sangue, sua alma.E quando a beijou...A terra parou de girar.”

Honoria e Marcus são aqueles amigos que podem passar anos sem se encontrar, mas quando estão juntos conseguem conversar com a mais perfeita naturalidade do mundo, sem precisar de cerimonia ou cordialidade, podem apenas ser quem realmente são. Esse é um ponto bastante forte na qual me identifiquei, e acredito que todos que irão ler esse livro vão se identificar, pois todos nós temos ou já tivemos aquela pessoa que nos deixa superconfortáveis mesmo que não vejamos ela com frequência. 

Então, ergueu os olhos para Marcus e sorriu de novo. Por um momento, sentia-se ela mesma outra vez, como a moça que fora apenas alguns anos antes, quando o mundo se estendia à sua frente, uma esfera cintilante repleta de promessas. Nem se dera conta de que sentia falta daquela sensação de pertencimento, de estar no lugar certo, com alguém que a conhecia plenamente e, ainda assim, achava que valia a pena rir com ela.”

Julia Quinn realmente me surpreendeu, quando selecionamos um romance de época para ler já temos basicamente a ideia de como será o desenrolar da trama, porém, Simplesmente o Paraíso vem para nos mostrar que ainda há muito a ser explorado quando se trata de romance do século XIX. A cada capitulo, ou melhor, a cada página minha curiosidade se tornava cada vez maior, minhas dúvidas só tendiam a aumentar, por inúmeras vezes me questionei sobre o futuro dos personagens e a pergunta “será que haverá um final feliz? ” chegou a martelar diversas vezes em minha mente.

Simplesmente o Paraíso é um clichê? Sim. Entretanto, o desenvolvimento da história é feito de forma tão afetuosa que é impossível não suspirar e se apaixonar por cada detalhe que a autora viabiliza. É algo tão sincero e autêntico que cheguei a sentir a raiva e a dor de Marcus; a alegria, paixão e decepção de Honoria. Realmente foi possível viver tudo que os personagens estavam passando. A autora ainda nos dá a oportunidade de ver o ponto de vista de Honoria e Marcus para a mesma situação, é algo realmente maravilhoso.

“- Eu estava pensando que este momento é simplesmente o paraíso.- O paraíso não poderia se comparar a este momento.”

No decorrer do livro temos o privilégio de nos deparar com alguns personagens bastantes conhecidos, como Colin e Gregory Bridgerton; Felicity Featherington e sua mãe tagarela, sempre em busca de um bom partido para sua filha. Outro ponto bastante visível é o sarcasmo não só dos personagens principais, todos são bastantes irônicos, isso torna tudo bem mais engraçado, pois os comentários que são feitos pelos personagens são realmente hilários.

Seria um insulto da minha parte escrever sobre esse livro e não falar desta capa incrivelmente linda e maravilhosa. Posso afirmar com toda certeza que é a capa de romance de época mais linda que já vi, tudo nela é perfeito. As cores, os formatos, as curvas, o nome da autora em alto-relevo, enfim, é bastante complicado explicar a perfeição. Não consigo declarar muito sobre essa capa, sou apenas capaz de admirá-la, por horas e horas.


Por fim posso dizer que Simplesmente o Paraíso é um livro fascinante e que tem poder de aquecer nossos corações. Se eu fosse você não esperaria nem mais um segundo para começar a se deliciar com esse romance surpreendentemente sedutor, porque eu mal posso esperar para ler o próximo volume e saber o que Julia Quinn tem preparado para certos personagens que foram apresentados a nós.

Recomendo a todos que estão em busca de novas emoções e querem descobrir o quanto uma história de amor pode ser intensa e envolvente.

Um comentário:

  1. Oie
    Iniciei a leitura deste livro, é um encanto. Sou fã da Julia Quinn e impossível não gostar do que ela escreve. Adorei sua resenha.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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